segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Biblia de Genebra


A Biblia de Genebra





          A Bíblia de Genebra é uma das mais inovadoras e influentes Bíblias já publicada em língua inglesa. Desde sua primeira edição, em 1560, sua aceitação sempre foi tamanha que dominou o mundo de fala inglesa durante quase 100 anos (foi reeditada ininterruptamente durante seus primeiros 40 anos). Até sua ultima edição, em 1644, estima-se que cerca de meio milhão delas tenham sido produzidas.         

          Uma série de características a tornaram a mais popular Bíblia de sua geração. Compacta e relativamente barata, trazia tantas inovações que poderia ser chamada de “Bíblia das primeiras”. Foi a primeira em língua inglesa traduzida diretamente dos idiomas bíblicos originais: Hebraico, grego e aramaico. A primeira em inglês a ter seus versículos numerados, facilitando a memorização, localização e comparação. Foi ousadamente impressa usando letras tipo romano (Roman Type) abandonando o antigo e obscuro tipo gótico (Gothic) tradicional em sua época. Suas notas marginais - com forte orientação calvinista - traziam apoio para interpretação do texto e aplicação, sempre seguindo princípios reformados. Falsas doutrinas da igreja católica foram expostas nas notas marginais. Além disso, trazia ilustrações vívidas, mapas e prefácios. 
 
          Na medieval Inglaterra do século XVI, durante o reinado da rainha Maria I, centenas de protestantes fugiram da Inglaterra para o continente. Genebra, na Suíça, serviu de refúgio para muitos. A república de Genebra era então pastoralmente e teologicamente liderada por João Calvino e Theodore Beza. A teologia protestante prevalecia na cidade que se tornara um centro de erudição bíblica. Um exemplo disso é a publicação em Genebra no ano 1551 do Novo Testamento Grego de Robert Estienne. Além de outras 22 edições de Bíblias francesas publicadas na década de 1550.

          É neste ambiente que um grupo é destacado para produzir uma Bíblia em língua inglesa. Este grupo era composto por membros de uma grande congregação local de ingleses que contava com o reformador escocês John Knox como pastor. 


         A identidade dos tradutores não foi revelada na Bíblia de Genebra. Porém, há um consenso entre estudiosos que este trabalho tenha sido liderado por William Whittingham.  Hábil em hebraico e grego (bem como outras línguas), ex-aluno da Universidade de Oxford, Whittingham era também concunhado de João Calvino e um líder em sua igreja. Whittingham e sua equipe concluíram e publicaram em 1557 primeiramente o Novo Testamento, tendo no nome uma homenagem à cidade que os acolhera, Genebra. A Bíblia de Genebra completa foi finalmente publicada 3 anos mais tarde, em 1560. 

         A Bíblia de Genebra reinou absoluta numa época de pouca literatura secular. A providência de Deus combinou a carência de material literário com o fácil acesso à Bíblia de Genebra e tornou a leitura da Bíblia um hábito entre a crescente comunidade evangélica. Ela influenciou a literatura do século XVI e XVII. Foi a Bíblia de John Bunyan (O Peregrino). William Shakespear a utilizou na maior parte de suas peças. Milton em Paradise Lost e Samson Apogistes revela sua influência teológica trazida nas notas de rodapé da Bíblia de Genebra. O protestantismo e o calvinismo foram fortemente influenciados por ela. Foi também a Bíblia dos colonos ingleses e foi o fundamento bíblico do que viria a ser a América. 

         Mesmo após a primeira publicação da Bíblia King James, a Biblia de Genebra continuou sendo publicada até 1644.

A Bíblia de Estudo de Genebra


A Editora Cultura Cristã, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil, publicou em 1999 em co-edição com a Sociedade Bíblica do Brasil a primeira edição da Bíblia de Estudo de Genebra. Chamada assim por “encontrar-se na tradição da Bíblia de Genebra original”, ela contém uma “reafirmação moderna da verdade da Reforma em seus comentários e notas teológicas”. A tradução adotada é a Revista e Atualizada no Brasil de João Ferreira de Almeida. 

A segunda edição, Revista e Ampliada, lançada em 2009, foi integralmente adaptada à nova reforma ortográfica. Um extraordinário novo recurso foi introduzido: a indexação do texto das notas com os Símbolos de Fé Reformados, a saber, a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg, os Cânones de Dort e os símbolos de Westminster (a Confissão de Fé e os catecismos, Maior e Breve).

Para J. I. Packer, "quatro séculos atrás as notas da Bíblia de Genebra fizeram a erudição dos mestres da Escritura servir à causa de Deus, da verdade e da piedade, com toda a profundidade alcançada pela teologia da Reforma. A Bíblia de Estudo de Genebra faz o mesmo hoje. Creio que a sua extraordinária combinação de fidelidade com devoção coloca a Bíblia de Estudo de Genebra numa categoria à parte".





Referências: 
Bíblia de Estudo de Genebra – Sociedade Bíblica do Brasil e Editora Cultura Cristã
A Bíblia e Sua História – Stephen M.Miller & Robert V.Huber - Sociedade Bíblica do Brasil
História da Bíblia no Brasil – Luiz Antônio Giraldi - Sociedade Bíblica do Brasil
http://www.monergismo.com/textos/resenhas/biblia_genebra_franklin.htm
http://www.logosresourcepages.org
http://www.greatsite.com



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